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Wilsinho Fittipaldi lembra o início de Niki Lauda na Fórmula Vee e “teste” na Copersucar

Wilsinho Fittipaldi lembra o início de Niki Lauda na Fórmula Vee e “teste” na Copersucar

Piloto austríaco começou a carreira na FVee e chegou a sentar num carro da única equipe brasileira na história da F1,que tinha também Emerson Fittipaldi.

 

Nunca vi um piloto reclamar dele. Sempre foi uma pessoa muita respeitosa, com uma capacidade técnica enorme para pilotar e acertar carros, e que dirigia com muita lealdade.

Assim, Wilson Fittipaldi Júnior guarda na lembrança o período em que conviveu com Niki Lauda, o tricampeão mundial de Fórmula 1 que morreu na última segunda-feira, aos 70 anos. Os dois tiveram uma relação de amizade, que até levou o austríaco a ser cogitado para pilotar na única equipe brasileira da F1, a Copersucar-Fittipaldi.

O Niki Lauda estava muito curioso para conhecer o nosso carro”, conta Wilsinho, que na época (1977) era chefe da equipe. “Um certo dia, ele chegou no nosso box junto com um batalhão de fotógrafos e sentou no carro. Eu brinquei que a partir daquele dia ele iria nos ver só de binóculos.

A imprensa italiana chegou a publicar na ocasião que a atitude de Niki Lauda criou um rumor de que ele poderia até trocar a Ferrari pela Copersucar-Fittipaldi, que já contava com Emerson como principal piloto. Mas não passou de uma especulação.

Wilsinho lembra de bons momentos com Niki Lauda. Os dois surgiram para o automobilismo na mesma época. Ambos começaram na Fórmula Vee, no final dos anos 1960. Na época, esta era a categoria escola com maior prestígio no Brasil e na Europa. Da FVee, Wilsinho, Emerson e Lauda chegaram à F2 europeia e, em seguida, à Fórmula 1.

Nunca corremos na mesma equipe mas tínhamos uma boa amizade”, afirma Wilsinho, que agora, aos 75 anos, está de volta à Fórmula Vee como consultor técnico e instrutor de jovens pilotos. “Sempre que possível, na sexta-feira do fim de semana de provas, saíamos para jantar.

Wilsinho recorda que Niki Lauda passou a ser um piloto muito preocupado com a segurança, principalmente após o acidente em 1976, quando sofreu graves queimaduras que deixaram marcas até o final de sua vida.

Ele ainda voltou a correr naquele ano e poderia ter sido campeão na última prova, no Japão. Mas abandonou a corrida na segunda volta, chovia muito, ele achava que estava perigoso demais. O Emerson, com o Copersucar, também abandonou aquela prova logo no início.

Para Wilsinho, a morte de Niki Lauda ainda teve consequência do acidente em Nurburgring, na Alemanha. “Além das queimaduras, ele respirou muita fumaça que causou graves problemas no pulmão. Isso ficou até o final de sua vida. Sem dúvida, foi uma grande perda, mas ele teve uma história muito bonita e vitoriosa, dentro e fora das pistas. É assim que vamos lembrá-lo.

 

Na imagem acima, Niki Lauda no início de sua carreira no automobilismo, na Fórmula Vee, em 1969.
Crédito da imagem: Volkswagen Motorsports/1969

 

 

Niki Lauda no carro da equipe Copersucar-Fittipaldi em 1977, antes do GP de Zandvoort, na Holanda. Ao lado, a publicação de jornal italiano com a visita de Niki Lauda à Copersucar-Fittipaldi, que gerou especulação de que o austríaco poderia trocar a Ferrari pela equipe brasileira.
Crédito da imagem: Reprodução Sprint/1977

 

 

 


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